Mostrando postagens com marcador Saúde - Doenças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde - Doenças. Mostrar todas as postagens

17 de dez. de 2010

Chikungunya é transmitida pelo mosquito da dengue

1 comentários
Dois em um

O nome é esquisito - chikungunya - mas o portador dessa doença ainda desconhecida dos brasileiros vem a bordo de um inimigo bem conhecido: o Aedes aegypti, o mosquito da dengue.

Ou seja, você poderá ter a "sorte" de pegar duas doenças na mesma picada.

A boa notícia é que a chikungunya é menos grave do que a dengue e as mortes são raras. Mas, como cada pessoa só morre muito raramente, o alerta pode ajudar a engajar a população em uma luta mais ferrenha contra o mosquito da dengue.

E se é possível escapar da morte, quem pegar a chikungunya não vai se livrar facilmente da febre e de dores intensas nas articulações dos pés e das mãos.

Chikungunya

Originária do Sudeste Asiático e de alguns países da costa Leste Africana, a chikungunya também pode ser transmitida pelo mosquito Aedes albopictus.

O Programa Nacional de Controle da Dengue, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, já começou a fazer a vigilância e o controle da nova febre.

A doença só pode ser transmitida pela picada do mosquito infectado. Não há transmissão de uma pessoa para outra.

O nome chikungunya significa "aqueles que se dobram" e tem origem no swahili, um dos idiomas oficiais da Tanzânia, onde foi documentada a primeira epidemia da doença, entre 1952 e 1953.

O termo refere-se à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos nos serviços de saúde.

Doença importada

No Brasil, os três primeiros casos, todos importados, foram identificados em 2010: dois homens que estiveram na Indonésia - um de 41 anos, do Rio de Janeiro, e outro de 55 anos, de São Paulo; e uma mulher de 25 anos, também de São Paulo, que esteve na Índia. Todos estão recuperados.

Os casos foram informados à Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e à Organização Mundial da Saúde (OMS).

Um dos pacientes de São Paulo (homem de 55 anos) chegou ao Brasil depois do período de transmissão, que é de até cinco dias após o início dos sintomas. Durante esta fase, se o mosquito picar o doente, poderá se infectar e passará a ser capaz de transmitir o vírus a outras pessoas.

Os outros dois pacientes chegaram ao país dentro desse período. Medidas de eliminação de focos do mosquito foram intensificadas nas áreas próximas à residência e ao local de atendimento de ambos.

De acordo com Giovanini Coelho, coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, até o momento, não existe transmissão autóctone do vírus no país - quando a pessoa se infecta dentro do território nacional.

Sintomas da chikungunya

No último dia 6 de dezembro, técnicos do Ministério da Saúde reuniram-se com representantes das sociedades brasileiras de Medicina Tropical, Clínica Médica, Reumatologia, Pediatria e Geriatria para discutir as medidas que serão adotadas na rede de saúde para aprimorar a vigilância da doença.

Nas próximas semanas, deverá ser divulgado um guia de vigilância e manejo clínico de pacientes com suspeita de chikungunya, em parceria com sociedades científicas e representantes das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.

Os principais sintomas de chikungunya são febre acima de 39 graus, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos - dedos, tornozelos e pulsos. A suspeita aumenta se a pessoa que apresenta esses dois sintomas tiver histórico recente de viagem às áreas nas quais o vírus circula de forma contínua (leia mais abaixo). Podem ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele.

Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas. O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas os sinais e sintomas tendem a ser mais intensos em crianças e idosos. Além disso, pessoas com doenças crônicas têm mais chance de desenvolver formas graves da doença. A pessoa que tem chikungunya fica imune a uma nova infecção pelo vírus.

Tratamento da chikungunya

O vírus só é detectado em exames de laboratório, que podem ser realizados na rede pública de saúde. O laboratório de referência nacional é o Instituto Evandro Chagas, localizado em Belém (PA).

Assim como na dengue, não há vacina nem tratamento específico para chikungunya. São tratados os sintomas, com medicação para a febre (paracetamol) e as dores articulares (anti-inflamatórios).

Se os sintomas surgirem, as pessoas devem procurar a unidade de saúde mais próxima imediatamente. Recomenda-se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.

E, fundamentalmente, as pessoas não devem tomar medicamentos por conta própria. A automedicação pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico e agravar o quadro do paciente.

Em geral, chikungunya é de baixa gravidade e as mortes são raras. Em 2006, na Índia, 1,3 milhão de casos foram registrados, sem nenhuma morte reportada. As pessoas costumam se recuperar em até dez dias após o início dos sintomas. No entanto, dores e inchaços nas articulações podem perdurar por alguns meses. Nesses casos, é necessário acompanhamento médico.

Mosquitos transmissores

Além do Aedes aegypti, o mosquito Aedes albopictus também pode transmitir chikungunya.

No Brasil, o Aedes aegypti tem presença essencialmente urbana e a fêmea alimenta-se preferencialmente de sangue humano. O mosquito adulto encontra-se dentro das residências e os habitats das larvas estão mais frequentemente em depósitos artificiais (pratos de vasos de plantas, lixo acumulado, pneus e recipientes abandonados, etc.).

O Aedes albopictus está presente majoritariamente em áreas rurais e alimenta-se principalmente de sangue de outros animais, embora também pique humanos. Suas larvas são encontradas mais frequentemente em habitats naturais, como lagos, lagoas e outros reservatórios a céu aberto.

Como a chikungunya é transmitida por mosquitos, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros das espécies. Elas são exatamente as mesmas para o controle da dengue: basicamente, não deixar acumular água em recipientes e, se tiverem que armazenar água, manter sempre tampados tambores ou caixas d'água, para que não se transformem em criadouros do mosquito.

Vírus Chikungunya

Atualmente, o vírus Chikungunya circula com mais intensidade em alguns países da África e da Ásia. De acordo com a OMS, em 2004, um surto na costa do Quênia propagou o vírus para Comores, Ilhas Reunião e outras ilhas do oceano Índico, chegando, em 2006, à Índia, Sri Lanka, Ilhas Maldivas, Cingapura, Malásia e Indonésia. Em 2007, o vírus foi identificado na Itália. Em 2010, há relato de casos na Índia, Indonésia, Mianmar, Tailândia, Ilhas Maldivas, Ilhas Reunião e Taiwan.

Nas Américas, desde 2006, houve casos nos Estados Unidos, na Guiana Francesa e nas ilhas Martinica e Guadalupe, territórios franceses localizados no Caribe. Todos os casos foram em pessoas que viajaram ao exterior e nenhum levou à transmissão autóctone do vírus, de acordo com a OPAS.

No Brasil, a notificação de casos da doença é obrigatória e imediata (em até 24 horas), regulamentada pela portaria 2.472/2010. Qualquer estabelecimento de saúde, público ou privado, deve informar a ocorrência de casos suspeitos às Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde, que notificam o Ministério.

Doença faz mulher de 60 anos ter pele de 40

0 comentários
Esclerodermia

Um distúrbio responsável pela produção de colágeno em excesso fez com que uma britânica de 61 anos tivesse a pele de uma mulher de 40 anos.

Moradora de Colchester (leste da Inglaterra), Susan Johnson - cujo caso foi revelado pelo jornal Daily Gazette - sofre de uma rara doença chamada esclerodermia.

O distúrbio, que provoca um endurecimento anormal da pele, com perda de flexibilidade e mobilidade, ocorre quando o corpo produz colágeno (a proteína que nos faz parecer jovens) além da conta.

Beleza cara

Muitas mulheres gastam milhares de reais em injeções de colágeno para melhorar o aspecto de sua pele e de seus lábios. A proteína também está presente em boa parte dos cremes antienvelhecimento.

Mas, embora o distúrbio deixe Johnson com pele firme no rosto, mãos, pescoço e pés, ele também causa fortes dores e o inchaço de suas juntas.

"Não tenho nenhuma pele solta nos meus braços, então carregar sacolas ou fazer compras é muito doloroso, e não tenho forças neles para me levantar da banheira", disse ela ao Daily Gazette.

"Mesmo descascar uma batata pode ser difícil, já que os meus dedos são dobrados."

Dores no frio

Segundo Johnson, suas dores se intensificam ainda mais quando o clima está úmido ou frio. Ela conta que descobriu a doença no último inverno, quando a temperatura caiu e seus dedos começaram a formigar, além de ficarem azulados e avermelhados.

Inicialmente, os médicos acharam que Johnson sofria do fenômeno de Raynaud, distúrbio que impede que o sangue alcance os dedos das mãos e dos pés com a mudança de temperatura.

Mas, após passar por exames num hospital em Londres, ela foi diagnosticada com esclerodermia.

Os sintomas do distúrbio que acomete Johnson são semelhantes ao do reumatismo, mas a esclerodermia pode também afetar órgãos internos.

No caso da britânica, porém, só a pele foi afetada.

"Tenho 61 e digo ao meu marido, Keith, que parece que ele está casado com uma mulher de 30 anos", diz ela.

Esteroides

Para tratar a doença, que afeta três vezes mais mulheres do que homens, Johnson recorre diariamente a esteroides, remédios para circulação sanguínea e imunossupressores.

Não há causas conhecidas para a esclerodermia, mas sabe-se que ela não é contagiosa nem hereditária e que costuma se manifestar entre os 25 e os 55 anos.

Por enquanto, ela não tem cura, apenas um tratamento que alivia os seus sintomas.



8 de jun. de 2010

Amidalite

0 comentários
Descrição


É a inflamação das amídalas palatinas.

Causas

Pode ser causada por uma contaminação aerógena ou uma infecção (vírus, bactéria). Os agentes infecciosos mais freqüentes são os vírus e bactérias como os estreptococos.

Sintomas

Coceira e dor de garganta, dificuldade na deglutição e tosse irritativa, febre, mal-estar geral, vermelhidão na garganta. Podem existir placas ou exudatos purulentos e um aumento doloroso do volume dos gânglios linfáticos.

Diagnósticos

Por exame médico, que identifica a vermelhidão ou a presença de placas brancas, gânglios linfáticos do pescoço inflamados. Pode ser obtida uma amostragem do tecido inflamado para realizar uma análise bacteriológica (análise da amostra de exudato).

Tratamentos

Geralmente são ministrados antibióticos até a cura total, quando a doença tem uma etiologia bacteriana. Recomenda-se fazer repouso e seguir uma dieta branda com líquidos com vitamina C. Os sintomas podem ser aliviados com analgésicos com antiinflamatórios, gargarejos com água com bicarbonato ou soluções com aspirina. Prescrevem-se, geralmente, pastilhas, xaropes ou líquidos com açúcar, pois estimulam a secreção salival, que é o lugar no qual se encontram os anticorpos que defendem o organismo dos agentes infecciosos.

Alcoolismo

0 comentários
Descrição

A dependência alcoólica é causada devido ao abuso da bebida alcoólica. Este abuso resulta em uma dependência. O uso excessivo da bebida pode levar a problemas de saúde e sociais. Um alcoólatra acostuma- se com a bebida, necessitando cada vez mais de maior quantidade da bebida para satisfaze- lo, e a isto chamamos de tolerância. Os sinais e sintomas aparecem quando o indivíduo para de maneira abrupta de utilizar a bebida. Álcool é depressivo. Caso a concentração de álcool no sangue seja de 0.05 (0.05%), o senso de responsabilidade, do pensamento e razão vão estar diminuídos. Quando a concentração está em torno de 0.02 (0.02%), a área do cérebro que cuida da parte motora estará toda alterada, além de afetar o controle emocional e de comportamento. Caso a concentração seja de 0.03 (0.03%), a pessoa estará confusa e irritada. Um indivíduo com concentração de 0.04 (0.04%) ou maior pode levar o indivíduo a coma alcoólico. Caso a concentração esteja maior que 0.05 (0.05%), o indivíduo pode entrar em choque ou para de respirar.

Causas

O abuso alcoólico é causado por uma série de fatores. Entre eles estão: situações sociais que dêem coragem ao indivíduo a beber, história de abandono durante a infância, distúrbio de personalidade, pais alcoólatras.

Sintomas

Os sinais e sintomas incluem: sintomas de rebaixamento de consciência, aumento da tolerância ao álcool, uso persistente e abusivo de álcool, sempre em quantidades maiores que as antes desejada, negligencia atividades rotineiras e o indivíduo começa a sentir as conseqüências devido ao seu mau comportamento.

Diagnósticos

Não existe um teste específico que determine se o indivíduo é ou não um alcoólatra. Mas os efeitos negativos da bebida podem ser identificados com exames laboratoriais. Estes testes nos mostram os danos provocados em outros órgãos.

Tratamentos

O tratamento começa em tentar ajudar a pessoa a reconhecer o problema. Estes indivíduos tem uma tendência a negarem ou ignorarem o problema. Uma vez que o indivíduo assume o problema, o tratamento inicia- se com a sobriedade. Algumas pessoas necessitam de medicamentos para desintoxicação. Tranqüilizantes e sedativos são usados por 4 a 7 dias para controlar o rebaixamento dos sintomas. Os programas que ajudam dependentes do álcool são se grande valia. Eles ajudam a pessoa a desenvolver a capacidade de viverem sem o uso da substância. Grupos de auto-ajuda como Os Alcoólatra Anônimos encorajam e são efetivos no tratamento. Indivíduos que terminam o tratamento provavelmente continuaram com uma ajuda psicológica, ou com um grupo de auto-ajuda. Um indivíduo que teve problemas com o álcool e que se recuperou, irá geralmente por vontade própria continuar freqüentando grupos de auto-ajuda.

Agorafobia

0 comentários
Descrição

A agorafobia é o medo que uma pessoa pode sentir diante de algumas situações em lugares públicos.

Causas

É possível que um indivíduo desenvolva agorafobia após ter sofrido um ataque de pânico em uma determinada situação, mas nem sempre é assim. As causas da agorafobia, como de outros tipos de fobia, são de origem psicológica; costuma se manifestar como distúrbio entre os vinte e os quarenta anos.

Sintomas

Uma pessoa que sofre de agorafobia tem medo de não poder fugir de determinadas situações públicas, ou simplesmente de enfrentar a vida pública. Isto pode se manifestar como uma impossibilidade de permanecer em uma fila para pagar uma conta, de viajar em um meio de transporte coletivo, ou uma sensação de desconforto em um espetáculo público. Caso esses sintomas se agravem, a agorafobia pode levar à reclusão.

Tratamentos

A agorafobia pode desaparecer depois de certo tempo sem que a pessoa tenha feito um tratamento formal. Isto é possível se esse indivíduo desenvolveu por si só algum comportamento semelhante aos que são colocados em prática nas terapias de exposição com que se acostuma tratar esse distúrbio. Esse tipo de terapia comportamental, a de exposição, é a mais utilizada para tratar a agorafobia, e consistem em descobrir com apoio terapêutico quais situações, pessoas, lugares ou fatos provocam a ansiedade ou os temores que derivam na agorafobia, e expor-se a eles, enfrentá-los repetidas vezes, até que a ansiedade vá cedendo e a pessoa comece a sentir alívio e familiaridade, e não medo perante a situação traumática original. Em alguns casos, a psicoterapia é necessária para descobrir os problemas psicológicos que determinam esse tipo de fobia.

7 de mai. de 2010

Afta / Estomatite aftosa

0 comentários
Descrição
É um distúrbio comum, caracterizado por lesões ulceradas (abertas, profundas, ovais, sem cobertura) e dolorosas da mucosa da boca, de caráter recorrente (em surtos), não traumática, em geral com duração de até 2 semanas. Predomina em mulheres, em qualquer idade, podendo ter um padrão familiar. Afeta mais indivíduos da classe média e alta.

Causas
A causa é muito controversa, mas é, sem dúvida, múltipla, havendo uma alteração das respostas imunológicas. Os fatores desencadeantes incluem estresse (pesquisar ansiedade, depressão), hematológica (baixa de leucócitos), (nutricional, deficiente de ferro e vitamina B12), gastrointestinal, endócrina (desaparece na gravidez, vai da menarca à menopausa), infecciosa, alérgica e alimentar. Parece ter importância a hereditariedade e fator auto-imune.

Sintomas
A lesão começa com vago desconforto por até 48 horas, surgindo uma úlcera avermelhada, pequena e oval. A dor é intensa e a úlcera é arredondada e bem definida com 2 a 5 mm, profunda e com base amarelada. A área em torno é avermelhada, durando de 5 a 7 dias com desaparecimento completo em até 14 dias, podendo nos casos graves ser de tamanho maior e durar mais. A cicatrização começa pelas bordas da lesão. As úlceras curam espontaneamente, mas são comuns episódios de recorrência, com 1 a 5 úlceras em cada surto. As lesões maiores que 1 cm em geral deixam cicatrizes. As lesões menores (1 mm - 1 cm) em geral não atingem a gengiva e palato duro e não deixam cicatrizes.

Diagnósticos
O diagnóstico em geral é feito pela história clínica e aspecto das lesões. As lesões únicas devem ser diferenciadas das úlceras traumáticas. As lesões múltiplas devem ser diferenciadas do herpes simples (pode ser feito exame da base da úlcera para auxiliar no diagnóstico). Exames de sangue muitas vezes auxiliam a detectar alguma anormalidade ou deficiência que possa ser corrigida para melhora do quadro.

Tratamentos
O tratamento tem resultado bastante individual. No surto, podem ser usados agentes protetores, anti-sépticos, analgésicos tópicos - todos para aliviar os sintomas e inflamação e prevenir infecção secundária. Devem ser suspensos alguns alimentos para observar menos recidivas. Nos casos mais graves, medicações orais são preconizadas para prevenir recidivas, atuando na melhora do quadro imunológico.



Afasia

0 comentários
Descrição
É um distúrbio da linguagem decorrente de uma lesão no setor do cérebro responsável pelo controle da linguagem, que na maioria das pessoas está localizado no hemisfério esquerdo. Geralmente ocorre de repente, depois de um acidente vascular cerebral ou de um traumatismo de crânio, mas também pode ter desenvolvimento lento, nos casos em que existem tumores cerebrais. Esse distúrbio afeta tanto a compreensão da linguagem quanto a leitura e a escrita. Dependendo da localização da lesão cerebral, existem diferentes tipos de afasia.

Causas
A morte de neurônios na região do cérebro responsável pela linguagem pode decorrer de um AVC (acidente vascular cerebral), que impede a chegada normal de oxigênio e de outros nutrientes, ou de traumatismos graves, infecções ou tumores.

Sintomas
As pessoas com afasia de Broca expressam-se por meio de frases curtas e com grande esforço, e omitem palavras curtas (adjetivos, conjunções). Via de regra, têm consciência de suas dificuldades e sentem grande frustração por isso; é comum que apresentem fraqueza ou paralisia nos membros do lado direito. A lesão no lóbulo temporal produz a afasia de Wernicke. As pessoas por ela afetadas podem construir frases longas, sem sentido algum, adicionando palavras desnecessárias e até inventando outras. Apresentam grandes dificuldades de entendimento da linguagem falada e, muitas vezes, ignoram os seus próprios erros. Esse tipo de afasia não está relacionado com a debilidade corporal. A afasia global tem origem em lesões que afetam extensas áreas do cérebro e produzem sérias dificuldades de comunicação.

Diagnósticos
Geralmente, o quadro de afasia é identificado pelo neurologista que trata da lesão cerebral, realizando testes motores e de fala. Quando existe a suspeita de afasia, o paciente é encaminhado a um profissional especializado, que avalia em profundidade a sua capacidade para compreender, falar, ler e escrever. As técnicas de diagnóstico por imagens servem para determinar a severidade e a localização da lesão cerebral.

Tratamentos
Depois de alguns casos de acidentes vasculares cerebrais transitórios (quando a irrigação sanguínea foi rapidamente restabelecida), pode existir uma recuperação espontânea e completa da afasia. Entretanto, na maioria dos casos, mesmo havendo certa recuperação nos dias seguintes à lesão, o processo de completa normalização requer terapia especial durante um prazo superior a dois anos. A saúde geral e a idade da pessoa influem nas possibilidades de recuperação.

Acne

0 comentários
Descrição

Transtorno da pele que corresponde à inflamação do conjunto constituído pelo folículo piloso e pela glândula sebácea e aparece como pápulas avermelhadas, comedões fechados (cistos brancos) e comedões abertos (pontos negros). Afetando principalmente os adolescentes. Dependendo de sua distribuição na pele, pode ser classificado de superficial ou profundo. Nesse último caso, as pústulas projetam-se em direção às camadas mais profundas da pele, predispondo a formação de abscessos.

Causas

Essa inflamação decorre da obstrução dos poros da pele e manifesta-se pelo acúmulo de pus. A obstrução é produzida pela acumulação, no interior do poro, de células descamadas, sebo e bactérias que formam, numa primeira fase, um ponto preto ou comedão. As bactérias do comedão agem sobre o sebo e iniciam uma resposta imunológica, cujo resultado é uma reação inflamatória e a formação de pus. Na acne também influem os fatores hormonais, os hereditários e os psicogenéticos, que ativam excessivamente a glândula sebácea, dando origem às erupções cutâneas.

Sintomas

A acne manifesta-se com erupções cutâneas, tais como comedões (acumulações de sebo e queratina) que se apresentam como pontos pretos ou brancos, pápulas e pústulas. Nos casos de acne profunda, existe a formação de cistos de pus que podem explodir e produzir cicatrizes.

Diagnósticos

Por exame médico de um dermatologista.

Tratamentos

Lavar a área afetada duas vezes ao dia, com água morna e sabonete; suspender as maquiagens oleosas, os produtos com iodo ou com álcool, e procurar descansar e dormir bem, pois o estresse é um dos aliados da acne. Não deve espremer ou apertar as espinhas ou pontos negros, pois pode aumentar a inflamação da pele, ferindo-a, ou produzindo cicatrizes. Podem ser aplicados cremes, loções ou gel com antibióticos que produzem descamação, como o ácido retinóico. Em certos casos, torna-se necessário ministrar antibiótico via oral por longos períodos, principalmente nos casos de acne profunda. Quando justificado pela gravidade da acne, pode ser ministrada isotretinoína por via oral, que apresenta bons resultados. Esse tratamento deve receber acompanhamento médico pelos efeitos colaterais que pode apresentar. Existem produtos tópicos de venda livre (como o peróxido de benzoil e o sulfeto de resorcinol) que exercem uma ação benéfica sobre a acne.

16 de abr. de 2010

Alopecia Areata

1 comentários
O que é alopecia areata?

A alopecia areata é considerada uma doença auto-imune, na qual o sistema imunológico, cuja função é proteger o corpo de invasores externos como vírus e bactérias, ataca erroneamente os folículos capilares. Isso pode ocasionar perda de cabelo na cabeça e de pêlos no corpo. Na maioria dos casos a queda de cabelo é pequena. Porém, em algumas pessoas, a perda de cabelos é mais extensa. Embora incomum, a doença pode progredir e causar perda total de cabelos (alopecia areata totalis) ou perda total de pêlos no corpo (alopecia areata universalis).

O que causa a alopecia areata?
Na alopecia areata as células do sistema imunológico, chamadas células sanguíneas brancas, atacam as células de rápido crescimento nos folículos capilares que fabricam o cabelo. Os folículos capilares afetados ficam pequenos e diminuem drasticamente a produção de cabelo. Cientistas não sabem exatamente o que causa esse ataque aos folículos, mas suspeitam que uma combinação de genes pode predispor algumas pessoas à alopecia areata. Naqueles predispostos geneticamente, algum fator engatilhador, como talvez um vírus, leva ao ataque aos folículos capilares.

A perda de cabelos é sintoma de doença séria?
Alopecia areata não é uma doença séria. Ela não causa qualquer dor física e não afeta a saúde geral da pessoa. Porém, para a maioria das pessoas, o efeito na aparência provocado pela doença é considerado algo sério. Os efeitos da alopecia areata são primeiramente sociais e emocionais. Porém, em casos de alopecia universalis a perda das sobrancelhas, cílios e pêlos no nariz e ouvidos pode tornar a pessoa mais vulnerável a poeira, germes e partículas que entram nos olhos, nariz e orelhas.

O cabelo pode voltar a crescer em pessoas com alopecia areata?
Existem boas chances que o cabelo cresça novamente, mas ele pode retornar a cair. Ninguém pode prever se o cabelo provavelmente crescerá novamente ou cairá. Os curso da doença varia de pessoa para pessoa. Alguns indivíduos perdem pouco cabelo, o qual cresce novamente e a doença nunca retorna. Outras pessoas continuam a perder e recuperar cabelos por muitos anos. Uns poucos perdem todo o cabelo na cabeça, enquanto outros podem perder todos os pêlos do corpo. Até naqueles que perdem todos os pêlos do corpo existe a possibilidade deles crescerem novamente.