Mostrando postagens com marcador História 1. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador História 1. Mostrar todas as postagens

2 de mai. de 2010

História da anestesia geral

0 comentários
O início

A primeira intervenção cirúrgica com anestesia geral foi realizada em 16 de outubro de 1846. O cirurgião John Collins Warren realizou no anfiteatro cirúrgico do Massachusetts General Hospital, em Boston, a extirpação de um tumor.

O paciente foi anestesiado com éter pelo dentista William Thomas Green Morton, que utilizou um aparelho inalador por ele idealizado.

Morton, já havia praticado com sucesso extrações dentárias sem dor, com inalação de éter, e obteve autorização para realizar a cirurgia sem dor naquele hospital.

Na época, ele não revelou qual era a substância usada, deu a ela o nome de LETHEON, do grego: esquecimento. Somente depois, devido a pressões da Associação Médica de Boston Morton revelou que usava apenas éter sulfúrico puro. Até então cirurgias sem dor eram consideradas utópicas pelos acadêmicos.

Antes disso

Para amenizar a dor nas cirurgias, antes de Morton, eram utilizados recursos como: extratos de plantas dotadas de ação sedativa e analgésica, além da hipnose e bebidas alcoólicas. Somente na China com a milenar acupuntura conseguia-se tal proeza de forma diferente.

Na Idade Média o método empregado vinha da Escola de Alexandria, era uma formula encontrada no mosteiro de Monte Casino. Tratava-se da esponja soporífera, que se consistia dos seguintes elementos: ópio, suco de amoras amargas, suco de eufórbia, suco de meimendro, suco de mandrágora, suco de hera, sementes de bardana, sementes de alface e sementes de cicuta - uma onça de cada (28,7 g). Tudo era preparado em um recipiente de cobre, bem misturado com uma esponja, até ferver e ocorrer a evaporação total.

A aplicação da anestesia era feita mergulhando a esponja em água quente por uma hora, e em seguida a colocando embaixo das narinas do paciente até que ele durma. Para despertar o paciente era usada uma outra esponja, esta embebida em vinagre.

Gás hilariante


Em 1773, Joseph Priestley descobriu o dióxido de nitrogênio (NO2) é o primeiro passo em direção à anestesia geral.

Quem experimentou seus efeitos pela primeira vez foi Humphry Davy, um aprendiz de farmácia da cidade de Penzance, na Inglaterra, que em 1796 inalou o NO2 e verificou que o gás produzia uma sensação agradável, acompanhada de um desejo incontido de rir, surgindo o nome gás hilariante.

Apesar da medicina, na época não ter tomado conhecimento, Davy escreveu um texto chamado Vapores medicinais, que concluía que o gás hilariante suprimia a dor e deveria ser empregado em cirurgias. Davy descobriu isso após ter inalado o gás quando estava com dor de dente, a dor cessou na hora.

Teste em animais


Um médico e cirurgião inglês chamado Henry Hill Hickman passou a experimentar o NO2 em animais e obteve êxito, porém não conseguiu autorização da Royal Society e da Associação Médica de Londres para realizar a experiência em seres humanos. Em 1828 ele escreveu ao rei da França, Carlos X, pedindo-lhe para submeter o seu projeto à consideração da Academia de Paris. Não foi aceito.

Desiludido, Hickman faleceu dois anos depois, com apenas 29 anos de idade, sem ver realizado o seu sonho da cirurgia sem dor.

Michael Faraday (1791-1867), físico inglês, que estudou a liquefação dos gases e os líquidos voláteis, descobriu que os vapores de éter possuíam os mesmos efeitos inebriantes do dióxido de nitrogênio.

Nem Faraday, nem o dentista Horace Wells, que também pesquisava na mesma direção, não conseguiram ser aceitos pelas Sociedades Científicas da época.

O primeiro sucesso


A primeira demonstração pública de anestesia geral bem sucedida ocorreu em 16 de outubro de 1846, por William Thomas Green Morton, no Massachusetts General Hospital em Boston, para uma cirurgia no pescoço. Foi com enorme emoção que o cirurgião se dirigiu à atônita platéia: "Senhores, isto não é um embuste".

Do primeiro sucesso até hoje muita coisa mudou. Novos medicamentos proporcionaram um tremendo avanço, juntamente com o desenvolvimento de métodos de administração de anestesia e de monitorização das funções vitais do organismo. Com isso houve uma redução drástica na mortalidade durante as cirurgias e a possibilidade de se operar pacientes em estado mais comprometido.

No Brasil


Segundo Lycurgo Santos Filho, em sua História geral da medicina brasileira, a primeira anestesia geral pelo éter foi dada em 25 de maio de 1847 no Hospital Militar do Rio de Janeiro pelo médico Roberto Jorge Haddock Lobo.

Logo depois foi utilizado um aparelho de "eterização" trazido da Europa em dois soldados. Um dos soldados foi operado com sucesso, sem dor, de osteomielite fistulizada da mastóide; o outro que era alcoólatra e a anestesia não produziu insensibilidade.

Com isso, logo o éter foi substituído pelo clorofórmio que havia sido introduzido como anestésico na Inglaterra por James Simpson, em 1847.

Foi o professor Manuel Feliciano Pereira de Carvalho, na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro que em 18 de fevereiro de 1848 aplicou primeira anestesia geral com o clorofórmio dando início à nova era de anestesias no Brasil.

O clorofórmio prevaleceu ao éter e manteve-se por bastante tempo até a chegada dos modernos agentes anestésicos encontrados hoje e praticados nas cirurgias atuais.





Uma breve história do jornal impresso

0 comentários
O chamado jornalismo moderno, começou no século XVI, nos Cafés de Londres, onde os donos dos cafés estimulavam conversas com os viajantes, que contavam o que haviam visto pelo caminho. Os tipógrafos recolhiam as informações e depois imprimiam. Os primeiros jornais, saíram desses cafés em 1609.

Segundo Bill Kovach e Tom Rosenstiel (autores do livro "Os Elementos do Jornalismo") a escrita teve um grande avanço. Antes eram usados suportes como tiras de chumbo, pele e o papiro. Os romanos escreviam a Acta Diurna (documentos oficiais de Roma, que se tornavam públicos), com as tiras de chumbo. Com a revolução da escrita, houve o surgimento da imprensa.


A imprensa diária chegou ao Brasil em 1808, tal atraso se deu por motivos políticos e econômicos. Johannes Gutenberg ficou conhecido como o grande revolucionário da impressão, por ter feito sua grande obra impressa, a Bíblia; mas os verdadeiros criadores da imprensa, foram os chineses, pois mesmo antes de Gutenberg, as noticias já circulavam.

As primeiras publicações jornalísticas, surgem no começo do século XVII, na Alemanha, nos Paises Baixos e na Inglaterra.

Na história do jornal impresso, estão as Gazetas, as noticias eram vinculadas ao interesse mercantil (chegada de navios, relato de guerras), eram periódicas e manuscritas. Gazeta era a moeda utilizada em Veneza, no século XVI, os manuscritos e periódicos custavam uma moeda, ou seja ,uma gazeta. Começou a circular em 1808, no Rio de Janeiro e deixou de circular em 1822, com a Independência. Essas informações mercantis deriva das Letteri D`avvisi (cartas manuscritas, não periódicas, que já eram recebidas pelos comerciantes venezianos,desde o século XIII). Esse tipo de informação (Letteri D`avvisi), começou a criar atritos pelos nobres e religiosos que começaram a se sentir prejudicados pela exposição pública. No Brasil, o primeiro jornal foi de opinião (que era de função política), o Correio Braziliense, de Hipólito da Costa, em 1808, era em formato de um livro e não tinha colunas nas páginas. Era impresso em Londres e trazido clandestinamente ao Brasil.

Segue abaixo algumas diferenças entre os dois jornais:

Correio Braziliense:                                         Gazeta do Rio de Janeiro:

Surgiu em junho de 1808                                     Surgiu em setembro de 1808

Era impresso em Londres                                      Era impresso no Brasil

Mensal                                                                        Bi-semanário

Publicava, em média, cem páginas                     Publicava, em média, quatro páginas

Criticava o governo brasileiro                                  Era favorável ao governo



História da fotografia

1 comentários
A história da fotografia pode ser contada a partir das experiências executadas por químicos e alquimistas desde a mais remota antiguidade. Por volta de 350 a.C., aproximadamente na época em que viveu Aristóteles na Grécia antiga, já se conhecia o fenômeno da produção de imagens pela passagem da luz através de um pequeno orifício. Alhazen em torno do século X, descreveu um método de observação dos eclipses solares através da utilização de uma câmara escura. A câmara escura na época, consistia de um quarto com um pequeno orifício aberto para o exterior.

Em 1525 já se conhecia o escurecimento dos sais de prata, no ano de 1604 o físico-químico italiano Ângelo Sala estudou o escurecimento de alguns compostos de prata pela exposição à luz do Sol. Até então, se conhecia o processo de escurecimento e de formação da imagens efêmeras sobre uma película dos referidos sais, porém havia o problema da interrupção do processo. Em 1725, Johann Henrich Schulze, professor de medicina na Universidade de Aldorf, na Alemanha, conseguiu uma projeção e uma imagem com uma duração de tempo maior, porém não conseguiu detectar o porquê do aumento do tempo. Continuando suas experiências, Schulze colocou à exposição da luz do sol um frasco contendo nitrato de prata, examinando-o algum tempo depois, percebeu que a parte da solução atingida pela luz solar tornou-se de coloração violeta escura. Notou também, que o restante da mistura continuava com a cor esbranquiçada original. Sacudindo a garrafa, observou o desaparecimento do violeta. Continuando, colocou papel carbono no frasco e o expôs ao sol, depois de certo tempo, ao remover os carbonos, observou delineados pelos sedimentos escurecidos padrões esbranquiçados, que eram as silhuetas em negativo das tiras opacas do papel. Schulze estava em dúvida se a alteração era devida à luz do sol, ou ao calor. Para confirmar se era pelo calor, refez a mesma experiência dentro de um forno, percebendo que não houve alteração. Concluiu então, que era a presença da luz que provocava a mudança. Continuando suas experiências, acabou por constatar que a luz de seu quarto era suficientemente forte para escurecer as silhuetas no mesmo tom dos sedimentos que as delineavam.O químico suíço Carl Wilhelm Scheele, em 1777, também comprovou o enegrecimento dos sais devida à ação da luz.

Thomas Wedgwood realizou no início do século XIX experimentos semelhantes. Colocou expostos à luz do sol algumas folhas de árvores e asas de insetos sobre papel e couro branco sensibilizados com prata. Conseguiu silhuetas em negativo e tentou de diversas maneiras torná-las permanentes. Porém, não tinha como interromper o processo, e a luz continuava a enegrecer as imagens.



Schulze, Scheele, e Wedgewood descobriram o processo onde os átomos de prata possuem a propriedade de possibilitar a formação de compostos e cristais que reagem de forma delicada e controlável à energia das ondas de luz. Porém, o francês Joseph-Nicéphore Niépce o fisionotraço e a litografia. Em 1817, obteve imagens com cloreto de prata sobre papel. Em 1822, conseguiu fixar uma imagem pouco contrastada sobre uma placa metálica, utilizando nas partes claras betume-da-judéia, este fica insolúvel sob a ação da luz, e as sombras na base metálica. A primeira fotografia conseguida no mundo foi tirada no verão de 1826, da janela da casa de Niepce, encontra-se preservada até hoje. Esta descoberta se deu quando o francês pesquisava um método automático para copiar desenho e traço nas pedras de litografia. Ele sabia que alguns tipos de asfalto entre eles o betume da judéia endurecem quando expostos à luz. Para realizar seu experimento, dissolveu em óleo de lavanda o asfalto, cobrindo com esta mistura uma placa de peltre (liga de antimônio, estanho, cobre e chumbo). Colocou em cima da superfície preparada uma ilustração a traço banhada em óleo com a finalidade de ficar translúcida. Expôs ao sol este endureceu o asfalto em todas as áreas transparentes do desenho que permitiram à luz atingir a chapa, porém nas partes protegidas, o revestimento continuou solúvel. Niépce lavou a chapa com óleo de lavanda removendo o betume. Depois imergiu a chapa em ácido, este penetrou nas áreas em que o betume foi removido e as corroeu. Formando desta forma uma imagem que poderia ser usada para reprodução de outras cópias.

Niepce e Louis-Jacques Mandé Daguerre iniciaram suas pesquisas em 1829. Dez anos depois, foi lançado o processo chamado daguerreótipo. Este consistia numa placa de de ouro e prateada, exposta em vapores de iodo, desta maneira, formava uma camada de iodeto de prata sobre si. Quando numa câmara escura e exposta à luz, a placa era revelada em vapor de mercúrio aquecido, este aderia onde havia a incidência da luz mostrando as imagens. Estas, eram fixadas por uma solução de tiossulfato de sódio. O daguerreótipo não permitia cópias, apesar disso, o sistema de Daguerre se difundiu. Inicialmente muito longos, os tempos de exposição encurtaram devido às pesquisas de Friedrich Voigtländer e John F. Goddard em 1840, estes criaram lentes com abertura maior e ressensibilizavam a placa com bromo.


William Henry Fox Talbot lançou, em 1841, o calótipo, processo mais eficiente de fixar imagens. O papel impregnado de iodeto de prata era exposto à luz numa câmara escura, a imagem era revelada com ácido gálico e fixada com tiossulfato de sódio. Resultando num negativo, que era impregnado de óleo até tornar-se transparente. O positivo se fazia por contato com papel sensibilizado, processo utilizado até os dias de hoje.

O calótipo foi a primeira fase na linha de desenvolvimento da fotografia moderna, o daguerreótipo conduziria à fotogravura, processo utilizado para reprodução de fotografias em revistas e jornais.

Frederick Scott Archer inventou em 1851 a emulsão de colódio úmida. Era uma solução de piroxilina em éter e álcool, adicionava um iodeto solúvel, com certa quantidade de brometo, e cobria uma placa de vidro com o preparado. Na câmara escura, o colódio iodizado, imerso em banho de prata, formava iodeto de prata com excesso de nitrato. Ainda úmida, a placa era exposta à luz na câmara, revelada por imersão em pirogalol com ácido acético e fixada com tiossulfato de sódio. Em 1864, o processo foi aperfeiçoado e passou-se a produzir uma emulsão seca de brometo de prata em colódio. Em 1871, Richard Leach Maddox fabricou as primeiras placas secas com gelatina em lugar de colódio. Em 1874, as emulsões passaram a ser lavadas em água corrente, para eliminar sais residuais e preservar as placas.

21 de abr. de 2010

A história da bicicleta no Brasil

0 comentários

Pode parecer piada mas, terminada a II Guerra Mundial, em 1945, a situação financeira do Brasil era muito boa, havia um até mesmo o que se convém dizer caixa"saudável". Em termos de Brasil, esse período significou uma grande abertura no âmbito político, assinalando o fim do "Estado Novo" que durou de 1937 até 1945 e trouxe a reboque eleições diretas e grandes facilidades econômicas.

A verdade é que as grandes potências industriais e econômicas viviam momentos difíceis, uma vez que participaram ativamente do conflito. Para elas, o "pós-guerra" significou uma reconstrução geral abrangendo desde a economia até à reconstrução de seu espaço físico. Foi nesse contexto que a bicicleta chegou, principalmente as Européias. Nos já tínhamos alguns importadores em São Paulo (B. Herzog, Casa Luiz Caloi, Mappin Stores e Cassio Muniz), porém, a partir daí, numa escala muito maior, tornaram-se populares entre nós. As mais conhecidas eram: Bianchi, Lanhagno, Peugeot, Dupkopp, Philips, Hercule, Raleigh, Prosdócimo, Singer e Monark, entre outras. As bicicletas assumiram um papel importantíssimo no cotidiano paulista na medida em que deslocavam a "massa trabalhadora", empenhada na produção.

Outro benefício da abertura econômica, foi o nosso processo de industrialização, iniciado no final da década de 40, cujo apogeu veio na virada dos anos 60. E é bom lembrar que o ano de 1948, foi e é extremamente importante para a História do Ciclismo no Brasil por dois motivos: 1º em 01/04/48, a Monark iniciou as suas atividades no país, montando bicicletas importadas da Suécia, vindo a produzi-las a partir dos anos 50. 2º na data de 10/04/48, a Caloi Indústria e Comércio, procedeu o requerimento de seu registro para abertura de firma na Junta Comercial de São Paulo. Como resultado, o nosso parque industrial ganhara duas fábricas de bicicletas. Quanto à Caloi, a família estava no ramo das "magrelas" a muitíssimo tempo. Para que se tenha uma idéia, durante a década de 30, mais precisamente na Rua Itapetininga n.º 152, existiu a "Casa Caloi" importadora da marca Bianchi, bem como de suas peças e acessórios. Assim, é inegável: em termos de maior antiguidade no ramo, esse mérito cabe à Caloi

Também haviam pequenos produtores (NB, Herpe, Role, Patavium, IRCA etc.) sendo que a última foi o resultado de uma cisão da dupla José e Henrique com Guido Caloi. A IRCA (Irmãos Caloi), produziu bicicletas durante alguns anos e desapareceu do mercado como tantas outras, sem deixar qualquer vestígio. Esses pequenos produtores, beneficiando-se das facilidades da importação, montavam suas bicicletas, aliás muito boas, com material nacional (quadros, paralamas, selins) e de fora (eixos, cubos, catracas e correntes). Porém a euforia da importação teria que acabar, uma vez que a nossa balança comercial tendia a desequilibrar-se. Ademais, a embrionária indústria nacional não conseguia competir com as bicicletas importadas em termos de preço e qualidade.Assim, para dar uma enxugada no mercado e beneficiar a indústria nacional, o governo baixo em 09/10/53, uma Instrução Normativa de n.º 70, originária na Superintendência da Moeda e Crédito, que encareceria (taxava) os bens de produção. Obviamente a bicicleta não escapou da taxação e passou a entrar no país em menor quantidade. Porém algumas delas fizeram história em nosso país devido ao seu bom acabamento, qualidade do material empregado na fabricação e sua durabilidade. Sem dúvida alguma, das milhares de bicicletas importadas nesse período (1946/1958), as inglesas foram as que mais entraram: Philips, Hercule, Raleigh e Rudge.

Tenham bastante claro que o Brasil não deixou de importar bicicletas nas décadas anteriores. Apenas aconteceu em números bem menores.Assim, para dar uma enxugada no mercado e beneficiar a indústria nacional, o governo baixo em 09/10/53, uma Instrução Normativa de n.º 70, originária na Superintendência da Moeda e Crédito, que encareceria (taxava) os bens de produção. Obviamente a bicicleta não escapou da taxação e passou a entrar no país em menor quantidade. Porém algumas delas fizeram história em nosso país devido ao seu bom acabamento, qualidade do material empregado na fabricação e sua durabilidade. Sem dúvida alguma, das milhares de bicicletas importadas nesse período (1946/1958), as inglesas foram as que mais entraram: Philips, Hercule, Raleigh e Rudge. Tenham bastante claro que o Brasil não deixou de importar bicicletas nas décadas anteriores. Apenas aconteceu em números bem menores.

Foi na década de 50 que os nossos usos e costumes mudaram muito, devido à introdução em nosso cotidiano do hábito do consumo: a mídia chegando, a televisão chegando, eletrodomésticos... o carro. É isso! O Carro era possível e a gasolina barata. A bicicleta ? foi para um canto qualquer... para o forro... no fundo do quintal. Um dia encontrada com os seus pneus ressecados, a pintura gasta e as partes cromadas tomadas pela corrosão; foi jogada fora. Quando muito, doada para alguém.Foi exatamente dessa maneira que a maioria dessas bicicletas, verdadeiras preciosidades, desapareceram. Pior ainda, peças, folhetos e catálogos valiosíssimos que sucumbiram à negligência daqueles que não tinham o menor respeito por esse veículo que é uma das mais belas criações da mente humana. Como sempre, o que temos hoje é graças à poucas pessoas que motivadas por um senso de preservação ou afinidade com as "Magrelas", souberam manter. Infelizmente, as bicicletas nunca tiveram em nossa sociedade o espaço que têm em qualquer pais civilizado.