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6 de mai. de 2010

Por que o dicionário traz "muçarela" e não "mussarela", se é da segunda maneira que ela é comercializada?

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De fato a grafia mussarela não consta dos dicionários de língua Portuguesa. Desde 1998, o Michaelis, o Aurélio do Século XXI, o Houaiss e o Mini-Caldas Aulete passaram a registrar as formas muçarela e mozarela. Além dessas duas versões, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, editado pela Academia Brasileira de Letras, aceita também muzarela – e o que a ABL registra costuma ter força de lei.

Alguns especialistas justificam a grafia muçarela dizendo que o duplo z das palavras italianas corresponde em português, a c ou ç, dependendo da vogal que venha depois da letra. Dentro dessa lógica, o aportuguesamento de mozzarella seria muçarela. Na verdade, porém, não existe uma regra clara para o aportuguesamento de vocábulos italianos. Se o raciocínio já citado fosse aplicado em todos os casos, a palavra mezzanino viraria meçanino por aqui. Para não soar estranho, sugiro que você opte pela grafia mozarela – que, afinal, é a mais parecida com a expressão italiana original.

5 de mai. de 2010

Por que o verbo colorir não admite a forma “eu coloro”?

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Esse é um dos verbos da Língua Portuguesa que são classificados como defectivos, pois não tem a conjunção completa. Faltam-lhe a primeira pessoa do singular do presente do indicativo (eu) e as formas dela derivadas: o presente do subjuntivo, o imperativo negativo e algumas pessoas do imperativo afirmativo. As ausências se justificam porque os sons das flexões não são considerados eufônicos (não soam agradáveis, mas estranhos, dissonantes). Para solucionar essas carências, devemos usar outras formas equivalentes que não alterem o significado do que queremos expressar. Confira algumas possibilidades. “Ele pede que eu pinte a parede”, “Eu pinto a tira que já está pronta”, “Pinte a paisagem com cores mais fortes”. Existem outros verbos defectivos. Precaver e reaver, por exemplo, não têm a primeira pessoa do singular do indicativo (apresentando somente a primeira e a segunda pessoa do plural do presente do indicativo: nós precavemos, vós precaveis e nós reavemos e nós reaveis, respectivamente), todo o presente do subjuntivo e o imperativo negativo. No caso do verbo adequar, não existem as formas “eu adequo”, “ele adequa”, “que eu adeque” e “que nós adequemos”, entre outras. Mais uma vez é preciso buscar substituições pertinentes para o contexto, como as flexões dos verbos adaptar e ajustar.