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7 de dez. de 2011

Cientistas criam vacina anticocaína

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Vacina anticocaína é testada

Um grupo de pesquisadores norte-americanos anunciou o desenvolvimento de uma vacina capaz de proteger contra os efeitos da cocaína.

A vacina anticocaína, que foi testada em animais de laboratório, é feita de uma combinação de partes do vírus do resfriado comum com uma partícula que imita a cocaína.

Segundo os cientistas, a vacina está pronta para ser testada em humanos, assim que for obtida autorização dos órgãos de saúde. O estudo foi publicado no exemplar de Janeiro da revista Molecular Therapy.

Proteção contra a cocaína

O grupo afirma que a vacina pode ser a primeira ferramenta à disposição dos dependentes de cocaína, representando uma forma simples para interromper o uso da droga, auxiliando outros tratamentos para efetivamente reverter o vício.

A abordagem também poderá ser útil no tratamento de outras dependências, tais como a nicotina, heroína e metanfetamina e até mesmo do crack.

"Nossos dados mostraram de forma marcante que somos capazes de proteger camundongos contra os efeitos da cocaína, e nós achamos que esta abordagem pode ser muito promissora na luta contra o vício em humanos," afirmou Ronald Crystal, professor de medicina genética da Universidade Cornell, nos Estados Unidos.

"A vacina suprime os efeitos estimulantes da droga," acrescenta Kim Janda, coautor da pesquisa. "Diferentemente de outros tipos de tratamento, uma vacina como essa não interfere com os alvos neurológicos da droga. Em vez disso, ela bloqueia a cocaína, impedindo que ela chegue ao cérebro."

 
Ajuda para largar o vício

Nos experimentos, o efeito da vacina anticocaína durou por pelo menos 13 semanas, o maior tempo de imunidade ao vício já conseguida até hoje.

Como a vacina foi fabricada com materiais baratos e não exige múltiplas infusões de alto custo, os pesquisadores esperam que ela possa passar rapidamente para os testes em humanos.

Os cientistas afirmam que a vacina servirá como um "imuno-ajudante", voltada para o tratamento de pessoas que já estão tentando abandonar o vício.

Eles acreditam que a mesma abordagem será válida para auxiliar os viciados em crack.



Bulas ficam mais claras e fáceis de entender

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Bulasque se podem entender

Duzentas e duas bulas de medicamentos comercializados no Brasil já foram adequadas às novas regras.

Todas encontram-se disponíveis para consulta no site da Agência Nacional de Saúde e Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com as novas regras, as informações contidas nas bulas vão garantir mais segurança, clareza e facilidade de compreensão para os usuários.

Entre as principais mudanças está a determinação de aumento no tamanho da letra, a obrigatoriedade do alerta de doping para atletas - de acordo com as determinações do Comitê Olímpico Internacional (COI) - e a chamada explicação técnica.

Essa última regra garante que os termos técnicos sejam explicados em linguagem acessível ao paciente.

Bula digital

Outra mudança importante é a obrigação de se fazer adaptações para deficientes visuais.
Segundo as novas regras, as empresas deverão oferecer bulas em formatos digitais, de áudio, impressas em braille ou com fonte ampliada, a depender da necessidade e escolha do consumidor.
A norma é resultado de uma discussão com a população, por meio de consulta pública, e começou a ser implementada no ano passado.

Progressivamente, todas as bulas serão incorporadas ao Bulário Eletrônico.
A medida é resultado de uma parceria entre o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor e a Anvisa.

16 de set. de 2011

Brócolis picante reforça efeito anti-câncer

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Efeito picante

Temperar o brócolis fresco com uma comida picante que contenha a enzima mirosinase aumenta significativamente o poder que cada um desses alimentos já tem naturalmente para prevenir o câncer.
Dar uma apimentada no brócolis também garante que a absorção dos compostos ocorra na parte superior do sistema digestivo, onde eles trazem o benefício máximo à saúde.
"Para obter este efeito, apimente seu brócolis com brotos de brócolis, mostarda, rábano ou wasabi. Quanto mais picante, melhor," diz a Dra. Elizabeth Jeffery, da Universidade de Illinois (EUA), responsável pelo estudo.

Brócolis levemente cozido

Quando brotos de brócolis frescos foram comidos com pó de brócolis, os cientistas detectaram compostos bioativos no sangue dos voluntários apenas 30 minutos depois.
Estes compostos bioativos no sangue atingiram um pico em três horas, atingindo níveis muito mais elevados do que quando os alimentos foram comidos isoladamente.
Não é nenhum segredo que muitas pessoas "cozinham os benefícios" do brócolis, em vez de cozinhá-lo levemente - de 2 a 4 minutos - para proteger suas propriedades saudáveis.
"No entanto, este estudo mostra que, mesmo que o brócolis seja cozido demais, você ainda pode aumentar seus benefícios juntando-o com outro alimento que contenha mirosinase," disse Jeffery.

Mirosinase

A mirosinase é a enzima necessária para formar o sulforafano, o componente do vegetal que tem efeito preventivo contra o câncer.
Foi isto o que aconteceu com os brotos de brócolis fresco e o pó de brócolis comidos neste experimento: o pó não contém mirosinase, mas contém o precursor do agente anti-câncer sulforafano.
Consumidos juntos, os dois compostos se uniram e otimizaram o benefício anti-câncer.
Há outros alimentos que podem aumentar os benefícios do brócolis, se forem colocados juntos: rabanete, repolho, rúcula, agrião e couve de Bruxelas.
Recentemente o mesmo grupo descobriu que é possível aumentar o poder que o brócolis tem na prevenção atuando sobre a atividade das bactérias benéficas no cólon.

22 de abr. de 2011

Cogumelo do sol é eficaz contra leishmaniose

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Leishmanioses

Formulações farmacêuticas produzidas com substâncias do extrato purificado do cogumelo do sol poderão tornar-se um recurso diferenciado no tratamento das leishmanioses.
A informação vem de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da cooperativa Minasfungi do Brasil que, em parceria, estão testando as novas formulações in vitro e em camundongos infectados pela doença.
"Após o tratamento por via oral, animais infectados com a espécie Leishmania amazonensis apresentaram, em vários órgãos, redução mais acentuada do número de parasitas do que quando receberam medicamentos convencionais, como a anfotericina B", diz o professor Eduardo Antonio Ferraz Coelho, um dos responsáveis pela pesquisa.

Sem efeitos colaterais

Além da eficácia verificada nos experimentos iniciais, as substâncias demonstraram benefício adicional em relação aos fármacos disponíveis no mercado: a ausência de efeitos colaterais.
"Os testes indicam que não há prejuízos para células de mamíferos", revela o professor. O resultado já era esperado, uma vez que a formulação é extraída de fungo aprovado pelo Ministério da saúde como complemento alimentar humano.
Como explica o professor Carlos Alberto Pereira Tavares, coautor da pesquisa, outra particularidade observada nos testes in vitro é que a medicação à base do cogumelo preserva o macrófago - a principal célula parasitada pela leishmânia no hospedeiro mamífero.
"O produto consegue agir diretamente sobre os parasitas dentro da célula hospedeira, sem que ocorra a ativação dos macrófagos parasitados", diz.

Tratamento das leishmanioses

De modo geral, o tratamento das leishmanioses é feito com os chamados antimoniais pentavalentes, que causam toxicidade cardíaca, renal e hepática.
"É um protocolo doloroso para o paciente", esclarece Eduardo Coelho. As aplicações do medicamento são feitas por via endovenosa ou intramuscular. "O tratamento é longo, durante o qual tem sido constatado aumento no número de casos de recidiva (recaída). O paciente pode até apresentar cura clínica, porém, após algum tempo, volta a desenvolver a doença", relata.
As formulações em teste na UFMG pelo pesquisador Diogo Valadares não apresentam essa toxicidade e destinam-se ao uso oral, menos traumático para quem deve lidar com o problema.
A estratégia também pode reduzir os níveis de abandono do tratamento, causa importante do aumento da resistência do parasito a fármacos em uso. O objetivo do grupo é desenvolver produtos para humanos e, sobretudo, cães, importante fonte de transmissão da doença - as estatísticas mostram que, para cada caso de infecção sistêmica entre pessoas, há dez mil ocorrências entre cães.

Cogumelo do sol

O cogumelo do sol, antigo Agaricus blazei, atual Agaricus brasiliensis, é um fungo típico da biodiversidade brasileira. Diz a tradição que foi descoberto por uma comunidade japonesa na década de 1970, em São Paulo, que vivia na Serra da Piedade e apresentava maior longevidade e baixo índice de doenças crônico-degenerativas, em decorrência de seu consumo.
Estudos sobre seu potencial biológico foram iniciados na UFMG em 2008, pelo então aluno de pós-doutorado do ICB Wiliam César Bento Régis, atual diretor científico da Minasfungi do Brasil, cooperativa de produtores mineiros que realiza bioprospecção para comprovar efeitos fisiológicos do fungo que comercializa.
Em convênio com a UFMG, o grupo promove a purificação de extratos, que são testados posteriormente em laboratórios da instituição.
"Já obtivemos diferentes purificações e caracterizamos muitas moléculas do cogumelo do sol, mostrando que ele é uma verdadeira farmácia viva", sintetiza Wiliam Régis.
Conhecido do público brasileiro, o produto disponível comercialmente tem consumo autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas como alimento. A parceria com a Minasfungi levou à criação de grupo de pesquisa no CNPq destinado à investigação de princípios ativos do fungo com finalidades farmacêuticas.

Leishmânia

Causada pelo protozoário leishmânia, a doença circula principalmente na tríade inseto-cão-homem e se manifesta nas formas cutânea (tegumentar) e visceral (sistêmica).
"Na leishmaniose visceral, há infiltração do parasito em diversos órgãos; eles se reproduzem e aumentam numericamente até causar falência no funcionamento desses órgãos", explica Eduardo Coelho.
O tratamento no Brasil privilegia a manifestação visceral, devido à capacidade do parasito de migrar para diversos órgãos do corpo. Casos da doença na forma cutânea estariam, assim, abarcados pelo protocolo. Rude e silencioso
Em seu ciclo de vida, a leishmânia apresenta forma flagelada (espécie de cauda) ou não - os termos técnicos são promastigota e amastigota, respectivamente. A forma sem o flagelo se multiplica dentro das células de defesa - macrófagos do organismo animal - que funcionam como reservatórios da leishmânia.
A transmissão ocorre por meio do mosquito palha, que suga o sangue do animal infectado e posteriormente transmite o parasito ao homem. No inseto, o protozoário assume a forma flagelada.
Organismo bastante rudimentar, ele obtém sucesso em sua infestação também porque atua em espécie de silêncio. "Como tem duas formas morfológicas bem distintas, postula-se que a amastigota, que vive no homem e no cão, lhe permite manter-se silencioso, exatamente para não perturbar nem ser perturbado", observa Eduardo Coelho.
Decorre daí a dificuldade em se obter o diagnóstico rápido da leishmaniose humana. "Os casos humanos são poucos, proporcionalmente, em relação a outras doenças mais comuns em nosso meio, porém mais fatais. Isso ocorre porque, quando se descobre a doença, ela já está em fase avançada, comprometendo o funcionamento de diversos órgãos do corpo", acrescenta o professor. Os principais sintomas são febre, emagrecimento, palidez e aumento do volume do fígado e do baço.

Incidência da leishmaniose

A leishmaniose é endêmica em 88 países, de acordo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Distintas espécies do parasito predominam nos países afetados. Na UFMG, os testes para a formulação farmacêutica foram feitos até o momento para a L. amazonensis - considerada bastante agressiva - e a L. chagasi, principal causadora da doença no país.
Segundo dados do Ministério da Saúde, Minas Gerais ocupa o segundo lugar no ranking do número de casos no Brasil. Entre 2009 e 2010, foram 1.232 ocorrências em humanos, com 132 mortes - 41%, ou 55 delas, registradas em Belo Horizonte e Região Metropolitana.
Um pedido de patente para a nova formulação foi depositado pela UFMG. Não há previsão, no entanto, para o início de sua comercialização. Atualmente, os pesquisadores estão finalizando acordos para a realização de testes clínicos em cães.

13 de jan. de 2011

Córneas biossintéticas restauram visão de pacientes

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Regeneração do olho

Pesquisadores canadenses e suecos fabricaram córneas biossintéticas que ajudaram a regenerar e reparar o tecido danificado dos olhos, melhorando a visão em pacientes humanos.

Os resultados dos primeiros testes clínicos, realizado em 10 pacientes, foram publicados nesta semana na revista Science Translational Medicine.

"Este estudo é importante porque foi o primeiro a mostrar que uma córnea fabricada artificialmente pode se integrar com o olho humano e estimular a regeneração," disse a Dra. May Griffith, que fez o estudo juntamente com seus colegas das universidades de Ottawa e Linköping.

"Com o prosseguimento dos estudos, esta abordagem poderá ajudar a restaurar a visão de milhões de pessoas que estão esperando pela doação de uma córnea para transplante," diz a pesquisadora.

Córnea artificial biossintética

A córnea artificial consiste em uma fina camada transparente formada por uma matriz de colágeno associado com células humanas cultivadas.

O material deve ser completamente transparente para permitir a entrada de luz, ajudando também no foco da imagem. As doenças que levam à opacidade da córnea representam a causa mais comum de cegueira em todo o mundo.

A Dra. Griffith e seus colegas começaram a desenvolver córneas biossintéticas em Ottawa, Canadá, há mais de 10 anos, utilizando colágeno produzido em laboratório e moldado na forma de uma córnea.

Após extensivos testes de laboratório, utilizando cobaias, a Dra. Griffith fez uma parceria com o Dr. Per Fagerholm, um cirurgião de olhos na universidade de Linköping, na Suécia, para viabilizar a primeira experiência em humanos, com um implante real das córneas artificiais.

Juntos, eles iniciaram um estudo clínico em 10 pacientes portadores de ceratocone avançado ou cicatrização corneana central.

Implante da córnea artificial

Cada paciente foi submetido a uma cirurgia em um único olho, que removeu o tecido danificado da córnea e o substituiu por uma córnea biossintética.

Acompanhando os pacientes por mais de dois anos, os pesquisadores observaram que as células e nervos das próprias córneas dos pacientes tinham crescido sobre o implante, resultando em uma "córnea regenerada" que se parece muito com o tecido natural saudável.

Os pacientes não apresentaram qualquer reação de rejeição e nem precisaram de tratamentos de supressão imunológica de longo prazo, que são efeitos colaterais sérios normalmente associados com o uso de tecido de doadores humanos.

As córneas artificiais biossintéticas também se tornaram sensíveis ao toque e começaram a produzir lágrimas para manter o olho oxigenado.

Resultados encorajadores

A visão melhorou em seis dos dez pacientes. Com o uso de uma lente de contato, a visão ficou comparável à obtida com o transplante de córnea de um doador humano.

"Estamos muito encorajados por estes resultados e pelo grande potencial das córneas biossintéticas," disse o Dr. Fagerholm. "Estamos trabalhando na melhoria do biomaterial e nas técnicas cirúrgicas, e já estão planejados novos estudos que irão ampliar o uso da córnea biossintética para uma ampla gama de condições que ameaçam a visão e que dependem de transplantes."

Pesquisadores alemães, não associados com esta pesquisa, iniciaram testes de uma córnea artificial de plástico em humanos em 2009.

11 de jan. de 2011

Cor dos comprimidos altera resultado do tratamento

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Aparência do remédio

A cor, a forma, o sabor, e até mesmo o nome de um comprimido ou pílula, podem ter um efeito sobre como os pacientes sentem a sua medicação.

A escolha de uma combinação adequada desses quesitos, além do efeito placebo, dá um grande incremento ao poder curativo do comprimido, melhora os resultados e pode até mesmo reduzir os efeitos colaterais.

Esses efeitos já são conhecidos e têm sido cada vez mais estudados, a ponto de os cientistas defenderem que o efeito placebo deve ser parte efetiva do tratamento médico.

Agora, cientistas da Universidade de Bombaim, na Índia, estudaram medicações contra-indicadas para descobrir o quanto a aparência de um comprimido influencia a escolha do paciente.

Sabor e cor

Se, quando se trata de alimentos, a cor é importante, os remédios não ficam para trás.
R. Srivastava e seus colegas relatam que as pastilhas de cores vermelha e rosa são as preferidas pelos pacientes.

Eles entrevistaram mais de 600 pessoas, mostrando que três quartos delas consideram que a cor e a forma dos comprimidos funcionam como auxílio à memória para tomarem o remédio conforme a receita.

Estranhamente, os cientistas descobriram que 14 por cento das pessoas acreditam que os comprimidos de cor rosa têm sabor mais doce do que os comprimidos vermelhos, enquanto um comprimido amarelo é percebido como mais salgado, independentemente dos seus ingredientes reais.

11% dos entrevistados acham que os comprimidos brancos e azuis têm o gosto amargo, e 10% disseram que os comprimidos de cor laranja são azedos.

Em comparação com adultos mais jovens, o dobro de pessoas de meia-idade prefere comprimidos vermelhos. As mulheres preferem mais os comprimidos vermelhos do que os homens.

Experiência sensorial

Os pacientes até podem confiar em seu médico ou farmacêutico, mas isso não significa que eles vão tomar o comprimido mais amargo.

"Os pacientes submetem-se a uma experiência sensorial cada vez que auto-administram uma droga, seja engolir um comprimido ou cápsula, mastigar um comprimido, engolir um líquido, ou aplicar um creme ou pomada," diz a equipe.

"O ritual envolvendo as percepções pode afetar poderosamente como um paciente vê a eficácia do tratamento," escrevem os pesquisadores em seu artigo.

Os cientistas sugerem que é possível garantir que todos os elementos sensoriais de um remédio atuem em conjunto para criar uma percepção positiva que complementa os atributos médicos do próprio remédio.

Eles ressaltam, no entanto, que surpreendentemente pouca atenção tem sido dada a este aspecto da formulação farmacêutica.

17 de dez. de 2010

Aspirina reduz risco de morte por câncer, diz estudo

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Aspirina contra o câncer


Uma pequena dose diária de aspirina é capaz de reduzir substancialmente o risco de morte por uma série de tipos de câncer, segundo sugere um novo estudo.

A pesquisa, coordenada pela Universidade de Oxford, verificou que uma dose diária de 75 mg reduziu em até 20% a chance de morte por câncer.

O estudo, publicado na última edição da revista científica The Lancet, analisou dados de cerca de 25 mil pacientes, a maioria deles da Grã-Bretanha.

Prós e contras da aspirina


Especialistas dizem que os resultados mostram que os benefícios da aspirina comumente compensam os riscos associados, como aumento da possibilidade de sangramentos ou irritação do sistema digestivo.

Alguns estudos associam a aspirina à redução dos riscos de ataques cardíacos ou de derrames entre as pessoas nos grupos de risco. Outros, porém, questionam o uso da aspirina na prevenção de ataques cardíacos.

Acredita-se que os efeitos de proteção contra doenças cardiovasculares sejam pequenos entre adultos saudáveis. Também há um risco maior de sangramentos no estômago e no intestino.

Uma pesquisa publicada em 2009 concluiu que o uso regular da aspirina pode fazer mais mal do que bem.

Veja todas as reportagens já publicadas no Diário da Saúde envolvendo pesquisas sobre a aspirina.

Aspirina contra o câncer

Porém a pesquisa publicada nesta semana afirma que, ao avaliar os benefícios e os riscos do consumo de aspirina, os médicos deveriam também considerar seus efeitos de proteção contra o câncer.

As pessoas que consumiram o medicamento tiveram um risco 25% menor de morte por câncer durante o período do estudo, e uma redução de 10% no risco de morte por qualquer causa em comparação às pessoas que não consumiram aspirina.

O tratamento com a aspirina durou entre quatro e oito anos, mas um acompanhamento de mais longo prazo de 12.500 pessoas mostrou que os efeitos de proteção continuaram por 20 anos tanto entre os homens quanto entre as mulheres.

Após 20 anos, o consumo diário de aspirina ainda tinha o efeito de reduzir em 20% o risco de morte por câncer.

Tipos de câncer

Ao analisar os tipos específicos da doença, os pesquisadores verificaram uma redução de 40% no risco de morte por câncer de intestino, 30% para câncer de pulmão, 10% para câncer de próstata e 60% para câncer de esôfago.

As reduções sobre cânceres de pâncreas, estômago e cérebro foram difíceis de quantificar por causa do pequeno número de mortes por essas doenças entre as pessoas pesquisadas.

Também não havia dados suficientes para analisar os efeitos da aspirina sobre cânceres de ovário ou de mama, mas os autores da pesquisa sugerem que a razão para isso é que não haveria mulheres suficientes entre as pessoas analisadas.

Mas estudos de larga escala sobre os efeitos da aspirina sobre esses tipos específicos de câncer estão em andamento.

Quando tomar aspirina

O coordenador do estudo, Peter Rothwell, disse que ainda não aconselha os adultos saudáveis a começarem a tomar aspirina imediatamente, mas afirmou que as "evidências" científicas estão "levando as coisas nessa direção".

Segundo Rothwell, o consumo diário de aspirina dobra os riscos de grandes sangramentos internos, que é de 0,1% anualmente. Mas ele diz que os riscos de sangramento são "muito baixos" entre adultos de meia-idade, mas aumentam bastante entre os maiores de 75 anos.

Segundo ele, o tempo ideal para começar a considerar tomar doses diárias de aspirina seria entre os 45 e os 50 anos, por um período de 25 anos.



23 de jul. de 2010

Saiba a diferença entre cosméticos e cosmecêuticos

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Mercado tem cada vez mais produtos com benefício para a pele

Na definição da Anvisa, os cosméticos são preparações constituídas por substâncias naturais ou sintéticas, de uso externo nas diversas partes do corpo humano (pele, sistema capilar, unhas, lábios) com o objetivo exclusivo ou principal de limpá-los, perfumá-los, alterar sua aparência, corrigir odores corporais, protegê-los ou mantê-los em bom estado. Quando se trata de cosmecêutico, o termo descreve “cosméticos” dos quais contêm ingredientes que são bioativos, cuja eficácia foi medida e provada por meio de vários estudos. Ou seja, eles possuem propriedades terapêuticas, de combate a doenças ou problemas estéticos. Por isso requerem mais atenção dos consumidores. É preciso saber para que fim você deseja o determinado cosmético, e esses muitas das vezes só podem ser prescritos em formulações médicas individuais. Servem como uma ponte entre os produtos de cuidados pessoais e farmacêuticos. “Tanto os cosméticos, como os cosmecêuticos são aplicados topicamente, a diferença maior é que os cosmecêuticos contêm ingredientes que influenciam a função da pele, levando os nutrientes necessários para a pele”, explica a tutora Caroline Ueno.

De acordo com as recomendações de especialistas da área de dermatologia, antes de fazer o uso de cosméticos é preciso seguir dicas como: procurar sempre por produtos de empresas idôneas, conhecidas no mercado; buscar referências com pessoas que já utilizaram o produto também serve como auxílio ao consumidor. Dê preferência a produtos de empresas que possuam serviços de atendimento ao consumidor. Vale reforçar que não se deve comprar produtos, que não informam o prazo de validade no rótulo. Cremes e maquiagens vencidos podem causar problemas como alergias e infecções. O mesmo vale para o uso caseiro de alguns produtos, como os alisantes para cabelos, pois provocam queda e até queimaduras no couro cabeludo. Procure um profissional quando desejar fazer procedimento deste tipo de aplicação. É importante que as pessoas não adicionem ampolas de vitamina, óleos, pílulas anticoncepcional e outros produtos em creme. A mistura altera a fórmula e pode deteriorar o cosmético. O cuidado serve também para produtos importados. Pois cada produto é feito para determinados climas. Cremes europeus, por exemplo, tendem a ser mais oleosos do que os produzidos no Brasil, elaborados para o clima tropical, e podem ocasionar acne cosmética. Lembre-se que os produtos que prometem milagres não existem. O mais recomendado é sempre procurar um dermatologista.

Celulite

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A celulite tem como característica o aparecimento de ondulações na pele, garantindo-lhe o aspecto de casca de laranja. É decorrente do aumento de tecido gorduroso sob a pele. O processo de formação da celulite ocorre a partir do aumento progressivo da deposição de gordura nos vacúolos, que constituem o lipócito (célula de gordura). Os vacúolos recebem a gordura excessiva presente na alimentação. A celulite atinge quase 90% das mulheres, seja na forma mais suave ou em estágio avançado, já que ela se apresenta em quatro estágios de evolução. Aparece principalmente na região dos glúteos, coxa, abdômen e braços, sendo mais visíveis nos períodos em que há alteração hormonal, como puberdade, fase pré-menstrual, gestação, início do uso da pílula e menopausa. Está relacionada a vários fatores como: hormonais, predisposição genética familiar, alimentação e vida sedentária. Outro fator que pode favorecê-la é a falta de ingestão de líquidos.

A celulite aparece em pessoas obesas, normais e magras, raramente acomete os homens, isto se deve ao fato de que o tecido gorduroso do homem é diferente da mulher. Enquanto nessas as cordas fibrosas que separam porções de células gordurosas são mais finas, nos homens as cordas são grossas e resistentes. Para amenizar esse mal que perturba a vida de muitas mulheres, vale algumas medidas, como reduzir o consumo de sódio; controlar o peso; tomar no mínimo dois litros de líquidos por dia; aumentar o consumo de fibras e potássio; optar por alimentos naturais como os crus, cozidos ao vapor, integrais, esses possuem mais nutrientes e são digeridos e assimilados melhor pelo organismo.

19 de mai. de 2010

O que é o “rebite”, remédio que os caminhoneiros tomam para ficar acordados?

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Os “rebites” são anfetaminas, drogas que atuam no cérebro estimulando a produção de dopamina. “A dopamina em excesso inibe o sono e diminui o apetite”, diz o médico Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo. Motoristas de caminhão submetidos a prazos apertados tomam “rebites” para passar a noite dirigindo. O problema é que, além de não deixar dormir, a droga diminui a concentração. Resultado previsível: desastres. O uso acumulado também pode provocar alucinações. O efeito é parecido ao da cocaína. Quando não toma a droga o usuário fica deprimido. Então quer sempre uma dose a mais. Muitos caminhoneiros acabam viciados, engolindo “rebites” mesmo quando estão dirigindo.

16 de abr. de 2010

Sorrir faz bem

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Sorrir Faz Muito Bem!
Ao escutar uma piada, daquelas que nos fazem disparar a rir, são produzidos na boca uma série de sons vocálicos que duram de 1/16 segundos e repetem a cada 1/15 segundo. Enquanto os sons são emitidos, o ar sai dos pulmões a mais de 100 Km/h. Uma gargalhada provoca aceleração dos batimentos cardíacos, elevação da pressão arterial e dilatação das pupilas. Os adultos riem em média 20 vezes por dia, e as crianças até dez vezes mais. Rir é um aspecto tão inerente à existência humana que esquecemos como são interessantes esses ataques repentinos de alegria. Por que as pessoas riem quando escutam uma piada? Segundo o escritor húngaro Arthur Kostler (1905-1983), o riso é um reflexo de luxo, que não possui utilidade biológica. Entretanto a Natureza não investe em algo inútil, acredita-se que o impulso de rir possa ter contribuído para a sobrevivência no decurso da evolução. A gelotologia que pesquisa sobre o riso, aponta que esta é a mais antiga forma de comunicação. Os centros da linguagem estão situados no córtex mais recente, e o riso origina-se de uma parte mais antiga do cérebro, responsável pelas emoções como o medo e a alegria. Razão pela qual o riso escapa ao controle consciente. Não se pode dar uma boa gargalhada atendendo a um comando, muito menos é possível reprimi-la. O riso pode apresentar um aspecto físico, cognitivo e emocional. Acontecimento este, que não reduz o senso de humor a uma única região do cérebro.